Roseana Sarney em Caxias, outro fiasco da "Caravana do Fracasso"

Roseana Sarney (MDB) sentiu o baque da rejeição em Caxias nesta quinta-feira (05). Sua estada por cá foi um fiasco de dar dó. Nem ela conseguia disfarçar o constrangimento estampado na sua cara. Fez um discurso sorumbático que mais parecia um adeus. E não era para menos, convenhamos, afinal, mesmo num auditório com apenas cerca de 180 lugares – considerado pequeno para evento daquela pretensão –, havia dezenas de cadeiras vazias.
Faltou povo. Lideranças políticas ou comunitárias também não havia. Nenhum comerciante importante da cidade compareceu. E nem líder religioso. Não teve animação nenhuma. Mais triste que velório de pessoa querida. 
No palco, ladeando a pré-candidata do MDB, mais retrato da decadência de Branca e companheiros oligarcas – Lobão, Lobinho e Sarney Filho também estavam lá. A maioria que lá estava, tirando a ex-prefeita Márcia e o rebento Paulo Marinho Jr. ­– ela ficha suja banida da vida pública e ele pré-candidato ad aeternum ­–, só figuras irrelevantes no contexto sociopolítico de Caxias.
Certamente, deva ter passado um filme na cabeça de Roseana Sarney. Branca devia estar se remoendo por dentro e perguntando-se onde foi que errou para merecer dos caxienses recepção tão fria. Deveria ter lembrado de quando ela tomou o antigo PFL de seu então aliado Humberto Coutinho, humilhando-o publicamente, para entregar o partido aos Marinho, que já contavam com outras três siglas controladas pelo sarneyzismo  o PMDB, inclusive. Ou dos tempos em que concentrava recursos e ações do Estado para Caxias e região nas mãos do aliado Paulo Maracutaia, um ladrão inveterado que usou o poder advindo do prestígio que gozava junto aos Sarney para se locupletar e perseguir pessoas de bem da cidade.
Enfim, a passagem de Roseana, Lobão e Sarney Filho por Caxias retrata o estágio terminal da oligarquia que dominou o Maranhão por cinco décadas e deixou profundas sequelas socioeconômicas para o povo maranhense. Se for mesmo candidata ao governo, Branca poderá ser submetida a um vexame histórico. Mas isto é assunto para outro dia.

Por Ricardo Marques